(NE10 - editado) Em sua jornada em direção ao Sol, o cometa Ison deixará de lembrança para a Terra uma nuvem de poeira, o que deve provocar a formação de nuvens azuis e brilhantes nos pólos do planeta. Apesar dos números - seu tamanho é maior que o da Autrália, despejando mais de 50 toneladas de poeira no espaço por minuto - o material que se desprender do meteoro não formará estrelas cadentes.
Segundo Paul Wiegert, pesquisador da Universidade de Western Ontario, a expectativa é que a poeira comece a cair sobre a Terra em janeiro de 2014, mas não será percebida. Segundo o pesquisador, o diferencial da "chuva de meteoros" será as propriedades de atração do Sol e da Terra sobre as partículas.
Como as partes que se desprendem do cometa são pequenas, menores até que uma célula de sangue humano, sofrerão a pressão dos raios solares ao mesmo tempo que serão puxadas pela gravidade da Terra.
Mas justamente por serem tão pequenas, essas partículas não formarão estrelas-cadentes e nem chegarão a ultrapassar a atmosfera do planeta, depositando-se nas camadas superiores da atmosfera da Terra.
A única forma de perceber o rastro deixado pelo Ison será a formação de nuvens azuis brilhantes nos dois pólos da Terra.
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O telescópio espacial Hubble realizou pela primeira vez uma “sessão de fotos” do cometa Ison, que será provavelmente o mais brilhante da década.
(Voz da Rússia) Uma vez processadas, as imagens revelaram que o núcleo do cometa mede cerca de 5 ou 6 quilômetros, enquanto a nuvem de gás que o envolve, se estende por 5 mil quilômetros, o que é 1,2 vezes maior do que a largura da Austrália, comunica a NASA.
Em novembro de 2013, o cometa C/2012 S1 (ISON) passará perto do Sol, a uma distância de 0,012 da unidade astronômica (raio médio da órbita da Terra). Neste momento, o brilho do cometa poderá equivaler ao da Lua completa, e, portanto, será, talvez, o cometa mais brilhante da década.
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Gráfico mostra como será a trajetória de aproximação do cometa C/2012 S1 ISON no dia 27 de novembro de 2012.
(Apolo11) Além do extraordinário brilho esperado por astrônomo e observadores, o cometa C/2012 S1 ISON também poderá provocar um interessante e não menos espetacular evento aqui na Terra ao despejar toneladas de grãos de micro partículas na nossa atmosfera.
Os cálculos mostram que no dia 27 de novembro de 2013 o cometa chegará a apenas 63 milhões de quilômetros de distância do SOL e se tudo acontecer como o esperado, durante alguns dias seu brilho será maior que o da Lua Cheia, apesar de que nenhum astrônomo amador ou profissional em sã consciência coloca a mão no fogo por isso.
No entanto, além do grande espetáculo previsto, ISON também poderá produzir um efeito secundário bastante interessante e com algumas peculiaridades.
De acordo com um modelo computacional desenvolvido pelo astrônomo Paul Wiegert, da University of Western Ontario, a trajetória das partículas de poeira ejetadas por ISON durante a aproximação com o Sol poderão cruzar a orbita da Terra no dia 14 de janeiro de 2014, produzindo uma verdadeira chuva de meteoros totalmente invisível.
Os dados do modelo indicam que a esteira de fragmentos é composta por grãos de poeira extremamente finos, não maiores que alguns mícrons de diâmetro e que estão sendo sopradas em direção à Terra pela ação da pressão do vento solar à uma velocidade de 56 km/s.
Deslocamento do cometa dentro do Sistema Solar.
Teoricamente, isso deveria produzir aqui na Terra uma chuva de meteoros luminosos e convencional, mas devido às diminutas dimensões as partículas serão freadas lentamente. No entanto, se de fato isso acontecer será um evento tão lento que poderá levar anos para as partículas precipitarem.
Nuvens Noctilucentes
Segundo Wiegert, enquanto estiver na alta atmosfera a poeira poderá produzir outro fenômeno, conhecido como nuvens noctilucentes, ou NLC.
Essas nuvens situam-se a mais de 75 km e altitude e são formadas por minúsculos cristais de gelo de cerca de 100 nm de diâmetro (nm=nanômetro, a bilionésima parte do metro), extremamente tênues para serem observadas, mas que se tornam brilhantes durante a noite quando o Sol ligeiramente abaixo do horizonte ainda as está iluminando.
Recentes observações do satélite AIM, da Nasa, sugerem que as NLCs sejam semeadas por minúsculos grãos de poeira espacial, que agem como pontos de nucleação, onde as moléculas de água se juntam para formar os cristais de gelo praticamente na fronteira do espaço.
Modelo mostra a esteira de poeira atingindo a Terra. Créditos: o Paul Wiegert/ University of Western Ontario, Nasa/JPL, Apolo11.com.
A possibilidade disso vir a acontecer com as partículas do cometa ISON é meramente especulativa, mas Wiegert acredita que a enorme quantidade de poeira despejada pelo cometa possa semear nuvens noctilucentes e produzir ondulações azuladas sobre as regiões polares da Terra.
Além disso, o pesquisador observa que o chuveiro de partículas deverá atingir a Terra vindo de duas direções diferentes. Um enxame de poeira estará seguindo o cometa ISON em direção ao sol, enquanto a outra estará se movendo na direção oposta, empurrada pelo vento solar.
(Apolo11) Após 185 dias de observação, pesquisadores do JPL, nos EUA, praticamente descartaram a colisão do cometa C/2013 A1 contra o Planeta Vermelho em outubro, mas os cálculos mostram que a aproximação entre os dois será extremamente perigosa.
De acordo com os novos cálculos, a distância nominal de aproximação entre Marte e o cometa C/2013 A1 Siding Spring será de 112 mil km, prevista para acontecer em 19 de outubro de 2014 as 18h51 UTC (15h51 pelo horário de Brasília).
Se a distância nominal praticamente descarta o risco de impacto, uma segunda modelagem feita pelo próprio JPL, Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, coloca o cometa a apenas 8 mil km da superfície marciana.
Para chegar aos novos valores, os cientistas usaram dados de 246 observações feitas entre outubro de 2012 e março de 2013, o que permitiu refinar ainda mais os números e desenhar melhor a orbita do cometa.
Com os novos dados, a probabilidade de impacto foi significativamente reduzida, com risco de colisão passando de 1 chance em 8 mil para 1 chance em 120 mil.
Mesmo com o risco de colisão diminuído, a simples passagem do cometa pela alta atmosfera marciana terá consequências imprevisíveis, uma vez que o planeta será mergulhado no interior da coma cometária, repleta principalmente de CO2 e outros gases que fatalmente serão injetados na tênue atmosfera do planeta.
Além disso, cometas são altamente instáveis ante a presença do Sol e até a data da aproximação novos elementos poderão fazer esses números mudarem ligeiramente.
A aproximação de C/2013 A1 ocorrerá durante o dia marciano e poderá ser vista aqui do Brasil com auxílio de telescópios assim que o Sol se pôr no dia 19 de outubro de 2014.
01: Cometa 141P/Machholz em oposição a 4,230 u.a. 02: Cometa C/2013 H1 (La Sagra) em oposição a 1,732 u.a. 02: Cometa 256P/LINEAR em sua máxima proximidade da Terra a 1,783 u.a. 03: Cometa 45P/Honda-Mrkos-Pajdusakova em oposição a 3,918 u.a. 04: Cometa 98P/Takamizawa em oposição a 0,929 u.a. 04: Cometa 240P/NEAT em oposição a 4,204 u.a. 05: Cometa C/2013 G6 (Lemmon) em oposição a 1,257 u.a. 05: Cometa 256P/LINEAR em oposição a 1,784 u.a. 07: Cometa 76P/West-Kohoutek-Ikemura no periélio a 1,600 u.a. 07: Cometa C/2012 K6 (McNaught) em oposição a 2,409 u.a. 07: Cometa 117P/Helin-Roman-Alu em sua máxima proximidade da Terra a 2,425 u.a. 07: Cometa P/2006 R2 (Christensen) em oposição a 3,121 u.a. 08: Cometa 107P/Wilson-Harrington em oposição a 1,865 u.a. 09: Cometa 278P/McNaught em sua máxima proximidade da Terra a 1,207 u.a. 09: Cometa 275P/Hermann em oposição a 1,272 u.a. 09: Cometa C/2012 L2 (LINEAR) no periélio a 1,509 u.a. 09: Cometa C/2012 K6 (McNaught) em sua máxima proximidade da Terra a 2,408 u.a. 09: Cometa C/2013 G7 (McNaught) em oposição a 4,283 u.a. 10: Cometa C/2013 H1 (La Sagra) em sua máxima proximidade da Terra a 1,725 u.a. 10: Cometa P/2012 TK8 (Tenagra) no periélio a 3,091 u.a. 11: Cometa C/2013 G6 (Lemmon) em sua máxima proximidade da Terra a 1,241 u.a. 13: Cometa 114P/Wiseman-Skiff no periélio a 1,575 u.a. 13: Cometa C/2013 G1 (Kowalski) em oposição a 2,572 u.a. 13: Cometa 61P/Shajn-Schaldach em oposição a 3,844 u.a. 14: Cometa 206P/Barnard-Boattini em oposição a 3,134 u.a. 15: Cometa P/1999 D1 (Hermann) em oposição a 1,378 u.a. 15: Cometa 181P/Shoemaker-Levy em oposição a 2,918 u.a. 16: Cometa 228P/LINEAR em sua máxima proximidade da Terra a 3,078 u.a. 18: Cometa P/2007 H1 (McNaught) em oposição a 2,638 u.a. 18: Cometa P/2006 R2 (Christensen) em sua máxima proximidade da Terra a 3,106 u.a. 18: Cometa C/2012 L3 (LINEAR) em oposição a 3,414 u.a. 19: Cometa 49P/Arend-Rigaux em oposição a 3,534 u.a. 19: Cometa C/2013 G7 (McNaught) em sua máxima proximidade da Terra a 4,262 u.a. 20: Cometa 228P/LINEAR em oposição a 3,080 u.a. 20: Cometa C/2010 S1 (LINEAR) no periélio a 5,900 u.a. 21: Cometa C/2012 K6 (McNaught) no periélio a 3,353 u.a. 21: Cometa 224P/LINEAR-NEAT em oposição a 3,820 u.a. 22: Cometa P/2010 A2 (LINEAR) no periélio a 2,004 u.a. 23: Cometa 175P/Hergenrother no periélio a 1,946 u.a. 24: Cometa C/2012 K1 (PANSTARRS) em oposição a 4,915 u.a. 25: Cometa C/2013 F3 (McNaught) no periélio a 2,252 u.a. 26: Cometa 169P/NEAT em oposição a 2,124 u.a. 26: Cometa 60P/Tsuchinshan em oposição a 2,411 u.a. 26: Cometa C/2012 OP (Siding Spring) em sua máxima proximidade da Terra a 3,036 u.a. 28: Cometa P/2005 L4 (Christensen) em oposição a 1,854 u.a. 30: Cometa 107P/Wilson-Harrington em sua máxima proximidade da Terra a 1,801 u.a. 31: Cometa 98P/Takamizawa em sua máxima proximidade da Terra a 0,861 u.a.